Um tutorial de cada vez

Pegando o gancho do papo com o Walter na semana passada, e claro, com um pouco da ajuda dele, vamos tentar resolver um probleminha que reparamos e escutamos muitas pessoas comentando por aí: “Como eu faço para comprar um ebook no meu iPad?”. Na verdade, o método de compra do iPad é igual para quem tem Mac, iPhone, iPod Touch e por aí vai. O que importa é ter o iBooks, que, graças ao iOS 8, já vem como um app nativo no dispositivo. Vou parar com os “i” por aqui…não quero que pense que somos uns applemaníacos (será que ainda dá tempo de disfarçar?).

Como você já sabe, os livros digitais não são PDF’s e muito menos documentos de Word, e os leitores, e-readers, não são somente um lugar para guardar os livros que você adquire. Começando pelos livros, o famoso ePub é um compilado de programação para que o conteúdo possa assumir o comportamento desejado, tanto pelo autor quanto pelo editor. Existem dois tipos de livros, os de texto, chamados reflowables, e os de layout fixo, que são mais usados para trabalhar com imagens e interatividade. Não que os de texto não sejam interativos, porém os de layout fixo possuem mais possibilidades, como vídeos, trilha sonora, quiz e, em alguns casos, minigames dentro do livro.

Porém, o foco desse post é falar do e-reader da Apple, o iBooks, e te explicar como adquirir seus livros por lá. Além de funcionar como uma estante, ele possibilita o controle de brilho da tela, faz pesquisa no texto do livro, salva e compartilha notas, marca trechos interessantes e, o melhor de tudo, você pode encontrar e comprar uma cassetada de livros, de várias editoras e até mesmo de autores independentes, todos no iBookstore. Vamos fazer um passo a passo bem simples para mostrar como comprar e enviar de presente um bom livro! E como todos sabem, livro nunca é demais.

Step by step 

1 de 5 – Encontre o aplicativo iBooks

O iBooks é o ícone laranja que vem na primeira página do iOS – isso se você não mudou ele de lugar – no Mac, ele já vem no Dock. Só não confunda com o “Dicas”, o aplicativo de ícone amarelo com uma lâmpada. Se não achar, use a busca e digite o nome do app.

2 de 5 – Como chegar na livraria mais próxima de você

Ao entrar na sua biblioteca no iBooks, vai notar que na barra inferior tem algumas abas, como as Meus Livros; Destaques; Mais Vendidos; Autores em Alta e Comprado. Aqui já indica que existe a possibilidade de se fazer uma compra ou até mesmo indica a existência de uma livraria.

Para acessar a livraria, basta tocar em Destaques. Claro que você precisa de uma conexão com a internet (3G, 4G ou Wi-Fi). Na aba Destaques estão todos os principais livros, tanto as novidades quanto os bestsellers separados em categorias.

3 de 5 – O livro que eu quero não está na lista

Se o livro que você quer não estiver na lista dos mais vendidos ou não for tão famoso assim, na barra superior do iBooks tem um campo de busca. Lá você pode digitar o nome do autor ou o título da obra, e até mesmo o nome da editora, para achar o ebook que deseja ler.

4 de 5 – Parte mais simples e mais complexa

Depois de localizar o livro, basta apenas clicar no botão com o valor e depois confirmar clicando em Comprar Livro. Caso o livro seja gratuito, apenas clique em Obter e depois insira os dados da sua Apple ID. Se ainda não tiver uma Apple ID, clique aqui ou se quiser saber mais como atualizar os dados do seu cartão de crédito clique aqui.

5 de 5 – Meus Livros

Após efetuar a compra, o livro irá carregar nas abas Meus Livros e Comprado. Daqui pra frente, é só seguir as instruções que aprendemos na alfabetização até terminar o livro.

Extra de brinde:

Caso você seja uma boa pessoa e goste de presentear com livros, o Gift é um recurso bem simples de usar. Após escolher o ebook que deseja dar, vá até o canto superior direito, no ícone de compartilhar, que a opção Presentear vai estar logo no início. Siga os mesmos passos de antes (dados da Apple ID) e não esqueça de colocar a Apple ID de quem quer presentear. Um detalhe: esse recurso só funciona entre dispositivos da Apple.

Viu? Nem é tão difícil assim!

Walter Mattos e seus tutoriais

Saudações leitores do Reverbe! Me chamo Walter Mattos, sou designer de marcas e possuo um Blog onde compartilho dicas e tutoriais em vídeos com outros designers.

Hoje estou aqui honrosamente como autor convidado para compartilhar o método de criação dos meus vídeos, que vocês podem conhecer através do meu canal no Youtube.

A ideia

Não tenho uma ordem ou técnica específica para encontrar uma boa ideia. Ela pode vir através de um pedido de leitor ou a qualquer momento, inclusive enquanto estou na rua – neste caso, anoto a ideia no celular.

Cada ideia que surge vai para uma pasta no meu computador chamada “Rascunhos”, onde defino um nome temporário para o título e incluo todas as referências que coletei até o momento. Entre estas referências estão imagens, outros artigos, vídeos ou anotações com páginas de livros que irão me ajudar a desenvolver o conteúdo. Como os vídeos não são produzidos no dia em que nasce a ideia, mas muitas vezes semanas depois, é comum eu esboçar o roteiro através de tópicos ou lembretes no dia em que salvo as referências. Assim, quando eu for escrever o texto final, saberei por onde começar.
 
Nem todas as ideias são boas o suficiente para se tornarem artigos ou vídeos, mas muitas vezes volto numa ideia antiga e ela se transforma em outra que acaba sendo publicada – praticamente um processo de reciclagem. Hoje tenho 120 ideias não publicadas na pasta “Rascunhos”.

Periodicidade

Como sou designer em tempo integral, preciso planejar bem meu tempo de dedicação no Blog. Minha meta é investir pelo menos 2 horas por dia em conteúdo, incluindo elaboração de ideias, desenvolvimento de textos ou gravação de vídeos, mas não é sempre que consigo – principalmente quando o volume de trabalho é alto ou estou com muitos afazeres pessoais. Hoje, por exemplo, estas duas horas estão sendo investidas neste artigo que você está lendo.

Deixando claro que nem sempre 2 horas são suficientes para terminar um artigo ou vídeo. Dependendo da complexidade, pode levar dias ou semanas para chegar no produto final.

Exemplo 1: narrativa

Este, por acaso, é o meu último vídeo lançado até o momento. Se vocês assistiram, pelo menos, 2 minutos devem ter reparado que ele é composto pela minha narração e algumas imagens estáticas que são exibidas de acordo com o que estou falando. A dificuldade está no fato de que cada imagem tem que ser pensada e criada individualmente, para depois ser sincronizada e animada. O processo completo fica assim:

- Desenvolvimento do roteiro;
– Gravação do áudio;
– Preparação das imagens com base no áudio;
– Sincronização entre imagens e áudio;
– Criação das imagens de capa do Youtube, blog e redes sociais;
– Criação da legenda em português;
– Publicação do vídeo;
– Preparação das imagens do vídeo para artigo no Blog;
– Publicação da versão transcrita do vídeo no Blog.

Clique aqui para ver a versão transcrita deste vídeo. 

Costumo publicar uma vez por semana alternando entre artigo e vídeo, o que me dá praticamente 2 semanas para preparar um vídeo, já que começo a desenvolvê-lo paralelamente a um artigo.

Exemplo 2: gravação de tela

Como vocês podem ver, na gravação de tela eu não preciso preparar imagens estáticas. Isso não significa que não dá trabalho, mas no final o processo é mais rápido. Neste caso, o áudio continua sendo gravado antes e a sincronização é feita durante a gravação do próprio vídeo, ou seja, enquanto ouço o áudio que gravei executo o que está sendo falado no meu programa enquanto a tela é gravada. Falando assim parece complicado, mas acredite… é mesmo. O processo completo fica assim:

- Desenvolvimento do roteiro;
– Gravação do áudio;
– Gravação da tela com base no áudio;
– Criação da legenda em português;
– Criação das imagens de capa do Youtube, blog e redes sociais;
– Publicação do vídeo;
– Preparação das imagens do vídeo para artigo no Blog;
– Publicação da versão transcrita do vídeo no Blog.

Clique aqui para ver a versão transcrita deste vídeo.

Vocês devem estar curiosos em relação ao fato do áudio ser gravado antes. Faço isso para evitar erros ou aquelas pausas desnecessárias tipo “hmm”. Então se eu ouvir, por exemplo, a frase “clico no menu” eu simplesmente clico no menu e a sincronização está feita. Não tem erro.

Muitas pessoas me perguntam: “Mas por que você não grava o vídeo antes do áudio?”

Assim nunca saberia o tempo certo de explicar determinada ação. Correria o risco de ter que falar rápido ou lento demais.
 
De qualquer forma, este método não é uma obrigatoriedade e muitos conseguem gravar vídeo e áudio ao mesmo tempo com perfeição. Escolhi fazer assim, simplesmente, porque me deixa mais confortável, ciente de que o tempo de produção é um pouco maior.

Para finalizar

Antes de publicar meu primeiro tutorial, há quase 1 ano, eu não sabia nada sobre produção ou edição de vídeo. Na verdade, o primeiro vídeo foi gravado e editado enquanto eu estava estudando este mecanismo (e ainda sei muito pouco sobre o assunto). Por incrível que pareça, este mesmo vídeo foi o mais visto até hoje, com mais de 20 mil visualizações até o momento. Clique aqui para ver meu primeiro tutorial.

A lição que eu tiro daí é que não importa se você é expert ou não em edição, o que importa é seu conteúdo. Então se vocês estão começando ou pretendem começar a desenvolver tutoriais em vídeo, não desanimem por não conhecerem ou não dominarem as ferramentas.

Vocês só precisam de um computador, um microfone e uma boa ideia.

Espero que tenham gostado deste artigo. Caso queiram acompanhar meu trabalho, vocês podem se inscrever na minha Newsletter para receber novidades do blog a cada 15 dias.

Um abraço e até a próxima.

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